Diário de Bordo

Pecuária Eficiente Phibro: tecnologia é chave, não o preço

Por Revista Beef

Evento reuniu quase quinhentos participantes em Ribeirão Preto (SP), destacou a importância de investimentos contínuos em gestão, plano nutricional crescente e tecnologias.

O preço da arroba do boi gordo pode ficar ainda mais baixo no ano que vem. O Brasil vai inundar o mundo de carne bovina de qualidade média. Não existe negócio sem uso de tecnologias. O bezerro é o ponto de partida de tudo e pode ter melhores rendimentos. Nutrição é tudo em Pecuária. Estes foram os quatro principais conceitos defendidos durante a tarde de atividades do pré-evento “Debatendo a Pecuária Eficiente”, promovido pela Phibro Saúde Animal nesta quarta-feira, dia 2, no Centro de Eventos do Ribeirão Shoping, em Ribeirão Preto (SP).

O evento teve apresentações de Maurício Palma Nogueira, diretor de pecuária da Agroconsult; Diego Palucci, gerente de negócios corte da Rehagro Consultoria; Gustavo Siqueira e Flavio Resende, pesquisadores da Agência Paulista de Tecnologias Agropecuárias (APTA). E foi aberto pelo Diretor Geral da Phibro no Brasil, Maurício Graziani. “A base da produção de bovinos de corte no Brasil é realizada a pasto, e a intensificação através do uso de tecnologias comprovadas para maior eficiência produtiva nas fases de cria, recria e terminação. Só assim para aumentar produtividade e obter eficiência e lucro. Começamos com o Boi 7-7-7 e hoje tratamos de pecuária intensiva. O pecuarista e os profissionais da atividade precisam cada vez mais entender e trabalhar para atender às exigências do cliente final, garantindo assim um maior valor agregado para toda a cadeia da carne bovina”, saudou Maurício Graziani.

Maurício Nogueira foi seco e certeiro ao tratar da questão dos preços da carne e no estágio atual da pecuária brasileira. “O preço da arroba pode cair ainda mais em 2018 se o mercado não reagir. Precisamos exportar e o consumo interno reagir. É isso e pronto. Época boa e época ruim. O negócio é seguir produzindo, usar tecnologia e quem não fizer está fora. Mas não tenham dúvidas de que o Brasil vai oferecer ao mundo carne competitiva em níveis nunca imaginados. Proteína de qualidade. Não Gourmet, mas culinária e ingrediente. Até porque não conseguimos hoje atender nem mesmo os consumidores brasileiros de carne gourmet”, esclareceu o diretor da Agroconsult.

Diego Palucci ilustrou quais os fatores críticos para as fazendas intensificarem a cria. “Cria é sinal de investimentos pesados, mas podem avançar em três pilares que são vitais: fertilidade, peso a desmama e lotação. Em níveis que variam de 15 a 30%. Por exemplo, concentração de partos para revigorar o peso na desmama do bezerro”, citou. “Usar tecnologia não é opção. E sim necessidade à atividade”, disparou Gustavo Siqueira ao começar a falar. O tarimbado pesquisador aconselhou que o pecuarista precisa estabelecer a meta, procurar as diferentes tecnologias para os diversos sistemas de produção e analisar bem possíveis antagonismos que marcam as métricas da atividade. “Lotação briga com ganho médio diário? Só cortes no orçamento garantem lucro maior? Investir significa margens menores? Muitas vezes, as referências se complementam e justificam umas às outras. O fazendeiro precisa sempre olhar de forma diferente o seu negócio. Quem enxerga o todo lucra mais”, pregou. A última apresentação coube a Flávio Resende, que destacou a qualidade de pastagem e a necessidade de se investir continuamente na nutrição dos animais, da cria até a terminação. “Tenha bezerro bom, proporcione plano de nutrição crescente e planeje seu negócio”, cravou.

Ao final, todos participaram de um debate interativo entre o público e os palestrantes, com a participação de Cesar Borges, gerente de desenvolvimento e soluções da Phibro, o pecuarista convidado Vinicius Tadano e a moderação de Rogério Coan, diretor técnico da Coan Consultoria. Eles falaram sobre estação de monta, as características do sistema de cria, características das carcaças no frigorífico, genética, relacionamento entre criadores e indústria. “Sou um pesquisador e sei que esta é a minha vida. Mas posso dizer que hoje a transferência de tecnologias já conhecidas e experimentadas é o nosso grande desafio. Colocar nas fazendas tudo o que sabemos e que, certmente, vai atuar em favorecimento de uma atividade mais eficiente, produtiva, intensiva e sustentável”, resumiu Flávio Resende.

A Phibro criou o hotsite www.pecuariaeficiente.com.br, com conteúdos didáticos, informações relevantes de conceitos de produção e produtos que auxiliam a maximização dos resultados em cada fase da produção da pecuária – cria, recria e terminação. A empresa é patrocinadora Diamante do Fórum da Pecuária Lucrativa, que vai ser realizado nos dias 3 e 4 de agosto, no mesmo local, com o tema “Produzir mais e com eficiência não é mais uma questão de necessidade e, sim, de sobrevivência em um mercado globalizado e competitivo”.

Fonte: BeefWorld