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Palestrantes defendem carne vermelha em Simpósio da Asbram

A defesa da carne vermelha e a necessidade de conhecer bem o agronegócio para enfrentar os ataques externos nos campos da saúde e meio ambiente foram os temas dominantes do primeiro dia do 9º Simpósio Nacional da Indústria de Suplementos Minerais, realizado no Hotel Royal Palm Plaza, em Campinas, SP, a 12 e 13 de novembro.

O evento é promovido a cada dois anos pela Asbram, a associação do setor, e reúne mais de uma centena de dirigentes e representantes das indústrias de suplementação de todo o país. O simpósio foi aberto por Lauriston Bertelli, da Premix, que ainda este mês entregará a presidência da Asbram a Nelson Lopes, presidente da Vaccinar Nutrição e Saúde Animal.

A palestra sobre a defesa da carne vermelha foi feita pela advogada, escritora e pecuarista norte-americana Nicolette Hahn Nimanm, autora do livro “Defending Beef” e de vários artigos sobre o tema publicados nos jornais The New York Times e Los Angeles Times.

Um dos pontos que Nicolette abordou foi o recente comunicado da Organização Mundial de Saúde indicando que as carnes processadas podem aumentar em 18% as possibilidades de câncer colo-retal, além de apontar o potencial risco de câncer pelo consumo elevado de carne fresca. Ela destacou que, na verdade, não houve um estudo específico sobre essa relação do consumo de carne processada e câncer, e sim uma revisão de vários estudos que levaram a essa conclusão. Segundo ela, porém, mesmo que seja real, esse risco é muito pequeno comparado à correlação do cigarro com o câncer do pulmão.

Para Maurício Palma Nogueira, que fez a palestra seguinte sobre “Conhecer bem o nosso negócio para defendê-lo de ataques externos”, o grande problema é que não se trata de uma guerra de informação e sim uma guerra de comunicação. Ou seja, uma ‘bobagem’ dita por alguma celebridade, como a de que são necessários 20 mil litros de água para produzir um bife, sempre terá um impacto que nenhuma informação fundamentada é capaz de desmontar. O que não significa que seja uma guerra totalmente perdida. Segundo ele, o que é preciso é que todos do setor se utilizem de todos os canais disponíveis para mostrar e difundir informações corretas sobre as práticas adotadas na produção agropecuária.

Maurício destacou, por exemplo, que em reunião recente na Embrapa, em Brasília, foram mostrados dados indicando que a pecuária não tem passivo ambiental, ela já é um ativo por tudo que as pastagens sequestram de carbono.

Por: Demétrio Costa e Moacir José / Portal DBO